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sábado, 16 de janeiro de 2010

Menina Azul e Menina Rosa

Enfim consegui terminar a caixa das meninas. 
Meu segundo patch! Adorei!
Uma homenagem ao meu impressionista favorito, plagiei Renoir com a "Menina azul e a Menina Rosa".
Obviamente devem ser respeitadas as devidas técnicas e competências, mas acho que as minhas meninas ficaram lindas, quase tanto quanto as dele...


Menina azul e Menina rosa

Espero que gostem, tanto quanto eu gostei...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sem tempo...
Sem vontade...
Sem energia...
Sem coragem...
Sem paciência...
Sem inspiração...

Esse trabalho está acabando comigo!

Drummond


A Bibi me achou triste e, bonitinha, se preocupou comigo.
Junto com a preocupação veio a poesia, muito linda, abaixo:


" (...) Tenho a vocação para a felicidade.


Ser feliz não me traz sentimento de culpa.

Não preciso da tristeza para justificar a inutilidade da vida.

Não preciso morrer e ir ao céu para encontrar a felicidade.

Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do aqui e do agora.

A felicidade, tal e qual o amor, está dentro de mim

E transborda em ternuras, em melodias,

em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos.

Sou feliz e não preciso me justificar.

Sorrio sem ver passarinho verde.

Não tenho medo de ser feliz.

Faço minha estrela brilhar.

Sem receio dos encontros, desencontros,

encantos e desencantos que o amor me diz.

Contrariedades? Eu as tenho.

E quem não as tem na vida secular ?

Escassez de dinheiro? Nem é bom falar

Amores não correspondidos? Separações?

Rejeições? Saudades incuráveis?

Carinhos reprimidos, ternuras guardadas,

sem a contra parte do outro?

Eu tenho aos montões.

Sou a rainha das perdas, necessárias ao meu crescimento.

Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.

E num livro de matemática existencial

juntei todos esses problemas insolúveis,

com as respostas nas últimas páginas.

Mas pra que me debruçar

sobre eles, procurando a solução

se a própria vida me conduz

a resposta final?

Sem medo de ser feliz vou por aqui e por ali

por onde os caminhos, as trilhas,

Os atalhos me levarem, traçando meu rumo.

Às vezes com alguma tristeza,

mas quem disse que felicidade

é o contrário de tristeza?

Tristeza é só uma momentânea falta de alegria!

É, amigo, amanhã é sempre um novo dia

E quando a infelicidade passar por aqui,

minhas malas estarão prontas

para eu ir por ali.

(C. Drummond de Andrade. )
 
 
 
Grande Drummond...
Obrigada, Bibi


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O fio do bigode


Você confia no ser humano?

Dá pra acreditar nas pessoas, em suas boas intenções, em suas palavras?

Eu acreditei e entrei pelo cano, muitas vezes.

Talvez eu seja um caso perdido!

Ou talvez a humanidade esteja perdida!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pesadelos




Dormir mal!
Como é terrível passar uma noite ruim...
Se dormir tem que ser bem, pois pesadelos, ninguém merece!
Essa noite foi assim, cheia de imagens ruins, de lágrimas, de tristeza, abandono, desamparo.
Dá até medo de dormir novamente e tudo começar de novo.
O dia fica acabado também, pois as lembranças da noite mal dormida não saem da cabeça.
Ainda bem que o trabalho é bastante e não dá tempo pra pensar em nada, nem nas coisas boas nem nas ruins.
UFA!
Assim a aposentadoria vai chegar rapidinho!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Destino?

Imagine....

Pessoas que moram em encostas de morros por absoluta falta de opção.
Pessoas que juntam dinheiro, quem sabe por quanto tempo, para férias de fim de ano.
Pessoas que possuem imóveis em locais privilegiados.


Todas elas resolvem ir para o mesmo lugar, no mesmo dia.
Estão lá, reunidas, no momento em que a terra resolve ceder, castigada pela chuva incessante.


Algumas dormindo, algumas festejando.
Adultos, jovens, crianças.

Ricos, pobres, cultos, ignorantes.


Gente de várias raças, de vários credos, de todas as idades e todas as classes socias.


Alguns não terão nem mesmo quem chore por eles, pois estão todos mortos.


Alguns foram arremessados para o mar, tamanha a força da enxurrada.


Será que podemos chamar de sorte estar nesse lugar, nessa hora?

Ninguém foi separado, mas alguns foram poupados!
Quem e quando decidiu o que aconteceria com essas pessoas?


Como será sentir-se sufocar, com toneladas de terra em cima da sua cabeça?
Como será estar vivo ali, sem saber quanto tempo lhe resta?
Como será a preocupação com os que estavam a seu lado e que você não pode ver agora?
Como será estar a procura de pessoas soterradas, contando os minutos, pedindo silêncio na tentativa de ouvir pedidos de socorro?
Como será estar quentinho em sua cama e receber um telefonema dizendo que todos a quem você ama estão debaixo de um monte de terra, quando deveriam estar rindo, comemorando, felizes?
Como será ter que ir a um IML, checar um monte de corpos sem vida pra ver se existe alguém que você conhece no meio deles?
Como será encontrar alguém que você ama numa geladeira de IML?


Como será o dia seguinte de cada uma dessas pessoas?

Quando o paraíso se transforma no inferno!


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Pra pensar



Aos que passam pela nossa vida.

Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho...
Porque cada pessoa é única para nós,
e nenhuma substitui a outra.

Cada um que passa em nossa vida passa sozinho,
mas não vai só...
Levam um pouco de nós mesmos
e nos deixam um pouco de si mesmos.

Há os que levam muito,
mas não há os que não levam nada.

Há os que deixam muito,
mas não há os que não deixam nada.

Esta é a mais bela realidade da vida....
A prova tremenda de que cada um é importante
e que ninguém se aproxima do outro por acaso...





Retrospectiva


A comoção mundial pelo terrível acidente aéreo com a aeronave da Air France, me levou a algumas reflexões.
Acho muito natural que o mundo todo se emocione diante desse fato, afinal várias pessoas perderam a vida, algumas muito jovens, outras durante o trabalho, enfim...
Vejo autoridades brasileiras e de outros países vestirem suas roupinhas pretas e encomendarem a alma das vítimas em cultos ecumênicos, decretação de luto oficial, muitas lágrimas, muitas perguntas.
Diante de tudo isso fiquei me perguntando: quando é que teremos luto oficial e cerimônias religiosas pelas vítimas dos nossos acidentes automobilísticos?
Todos sabemos que o número de pessoas mortas nas estradas brasileiras é muito maior do que as vítimas de acidentes aéreos, que continua sendo a forma mais segura de viajar, apesar dos acidentes que estão sempre nas manchetes dos jornais.
Aliás, parece que só quem viaja de avião merece manchetes de jornal, consternação nacional e internacional.
Fico imaginando se o fato da passagem aérea ser muito mais cara e, consequentemente, os passageiros “pessoas mais importantes”, tem alguma explicação para essa quase ausência de notícias dos mortos no trânsito.
Onde estão as notícias dos que morrem atropelados nas ruas e estradas?
Onde está a punição aos responsáveis pelas mortes de tantos, jovens ou não?
Estarão escondidos, protegidos por imunidade parlamentar, por advogados famosos, pela ineficiência da justiça?
Precisa ser morto de forma absolutamente brutal, como o menino João Hélio, para virar notícia. As milhares de vítimas continuam anônimas, em sua maioria.
Sem falar no tratamento aos familiares das vítimas. Acho perfeito que todos recebam tratamento diferenciado, psicólogos e médicos especializados, indenizações milionárias.
Só me pergunto: por que esse tratamento não é igual para todos? Por que mães, filhos e esposas dos acidentados nas estradas têm que ficar à mercê do atendimento público de hospitais mal equipados, sem recursos para cuidar dos seus feridos ou enterrar seus mortos?
Se não sabemos a causa de muitos acidentes aéreos, especialmente desse com o Airbus, cujas causas provavelmente jamais serão conhecidas, as causas dos acidentes de trânsito são muito conhecidas de todos: péssimas condições das estradas, estado lamentável da maior parte da frota de veículos, fiscalização ridícula e ineficiente (já reparou que praticamente só temos fiscalização nas épocas em que todo mundo precisa de mais dinheiro?), agentes de trânsito mal preparados, irresponsabilidade de muitos motoristas.
Lamento muito que tantas pessoas tenham desaparecido tão subitamente, mas ainda acho que é melhor morrer na explosão de uma aeronave em pleno vôo de cruzeiro do que ficar o resto da vida inválida, sem condições de manter meus dependentes, sem condições de andar, falar, trabalhar, por causa de um acidente de trânsito.
Gostaria de saber quando será o dia de luto oficial, decretado pelos nossos preocupados governantes, pelos nossos mortos nas estradas brasileiras.





Ser mulher é...



Ser mulher


É ser a fêmea da espécie
A que alimenta e aquece
Com carinho e amor profundo
A todos os seres do mundo

É ser capaz de sorrir, mesmo nas dores do parto
É torcer pelo filho sempre, na prova e no campeonato

É aprender a fazer mamadeira
É saber agüentar choradeira
E lembrar que isso é pra sempre
Por que filho é pra vida inteira

É fazer contas
É fazer compras
É fazer amor
É fazer de conta

É ver o tempo passar
É ver a cintura aumentar
É ver o filho crescer
É não deixar a esperança morrer

É não poder ter defeitos
É ter que ser caprichosa
É agüentar o preconceito
Pra não ter fama de manhosa

É tentar ficar mais bonita
Mesmo que o marido nunca repare
Por que marido é assim mesmo
Isso é apenas um detalhe

É gostar de muita festa
É curtir a brincadeira
É saber o que não presta
Pra aproveitar a vida inteira

É sofrer na depilação
É aguentar a menstruação
É acompanhar a construção
De um mundo em transformação

É cozinhar, lavar, passar
É levar filho na escola
E ainda ter que trabalhar
Mesmo que o salário seja uma esmola

É passar o dia inteiro no tanque e no fogão
Ou suportar todos os dias as exigências do patrão
É passar noites em claro, com o termômetro na mão
E satisfazer os caprichos de um marido mandão


É aprender sobre futebol
É saber jogar o anzol
Pra acompanhar o marido
Faça chuva ou faça sol

É cuidar do cabelo, da pele, das unhas
É suar a camisa na esteira
Mesmo que haja quem diga
Que tudo isso é besteira

É agüentar a sogra chata
É aturar cunhado folgado
É ter que estar sempre linda
E com cabelo arrumado

É freqüentar academia
Perdendo peso, medidas e mau humor
Pois ficar gorda pra sempre
Com certeza é um horror!

A você, minha amiga
Que trabalha todo dia
Com calor ou frio, chuva ou ventania
Dedico essa poesia pra lhe trazer alegria.
(Didi Tristão)

Ganhei um concurso com esse poema, se é que posso chamá-lo assim...


Como dizia Cora Coralina
 “Feliz aquele que transfere o que sabe
E aprende o que ensina”.


Soletrando

Eu já deveria estar na cama, mas não quero perder o "fio da meada"...
Acabo de ler umas coisas que a Bibi escreveu.
Ela gosta de escrever, mas não gosta de mostrar pra ninguém.
Eu, durante muito tempo, escrevi e rasguei tudo.
Tinha vergonha, medo de censura, de más interpretações, sei lá!
Coisa de adolescente talvez...
Quando a idade aumenta a gente vai ficando meio sem-vergonha, eu acho...
Pois bem, eu adoro escrever. Adoro ler também.
Cada palavra escrita é  um registro importante do momento da gente. É como uma fotografia das coisas que vão no nosso íntimo, que ninguém pode ver de outra maneira.

Em recente viagem ao Maranhão, passeando pelo centro histórico nos deparamos com a estátua de um sujeito chamado Benedicto Leite. Esse cara foi um político maranhense que, no século XVIII, acreditava que todo mundo deveria ter acesso ao conhecimento, coisa que era praticamente proibida. Certa vez tentaram aprovar uma lei que proibia a alfabetização das pessoas e queriam que ele assinasse a dita cuja da lei. Diz a história que ele se recusou a assinar uma coisa tão absurda e disse que preferia perder a mão a fazê-lo.
Não é que ergueram uma estátua do homem, em praça pública, sem a mão?

 

A leitura pode nos transportar para muitos mundos.
Permite que conheçamos lugares, acontecimentos, pensamentos, conhecimentos, culturas e até delírios de outras pessoas. Através das letras chegamos a lugares inimagináveis.
Conhecemos heróis e vilões, bandidos e mocinhos, alegrias e tristezas, fantasia s e realidade.
Um livro pode tudo! E nós vamos junto, viajando nas palavras como um surfista em cima de sua prancha pelos mares da imaginação do autor.
Dá pra aprender muito através de coisas que alguém escreve.
Conhecemos sentimentos, experiências, amores e vivências de gente que provavelmente nunca conheceremos de verdade.

Leia, Bibi... leia bastante. Inspire-se naqueles que são capazes de colocar no papel o que lhes vai no pensamento e coloque o seu sentimento e sua percepção do mundo pra fora, para que todo mundo aprenda com você também.